sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Vídeos

Eufobia (Bulgária)
Divulgando seu terceiro álbum que é auto-intitulado, estes búlgaros mesclam Thrash e Death Metal de uma forma bem coesa. Esse novo clipe mantém a chama da banda acesa.
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Pop Javali (Brasil)
Grandes representantes do Hard Rock nacional, o Pop Javali além de flertar com o Metal, traz também elementos do Prog e muito peso. Esse novo clipe prova isso.
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Lepra (Brasil)
Se quiser barulho, o Lepra traz pra você. A banda se mostra cada vez mais um dos grandes representantes do Grindcore nacional e a prova disso é esse novo clipe.
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Bull Control (Brasil)
Hardcore com grande pitada de Groove Metal. Talvez isso defina bem a sonoridade do Bull Control, que não economiza nos protestos e nem no peso.
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Saints Trade (Itália)
Hard Rock italiano, bem produzido e de pomba. Faixa tirada do álbum “Robbed In Paradise”, lançado em 2015.
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Town Tundra – “Misanthropy Never Fails”

(2017 – Importado)
                                    
Independente           

“Misantropy Never Fails” é segundo full dos russos do Town Tundra. Formado em 2009, a banda continua a oferecer um Death Metal melódico de muita qualidade.

As letras refletem a melancolia causada por um mundo em constante caos político e social. Misantropia - para os que não sabem - é a aversão à humanidade, a presença da falta de sociabilidade. Musicalmente, os arranjos e a agressividade das composições expressam - com muita competência - o conceito do álbum.

Guitarras cortantes, baixo e bateria pesados, além de vocais, que alternam momentos extremos e melódicos, estão presentes nas dez faixas. A banda conseguiu encontrar o equilíbrio perfeito entre a hostilidade e a melodia, principalmente na troca das linhas e timbres vocais dentro das canções.

O álbum tem tudo para colocar a banda um degrau acima, agradando os que buscam a convivência ‘pacífica’ (risos) entre o extremo e o melódico! Tracklist: 01. Anti-Psalm .21  02. Senseless and Merciless  03. Wit From Woe  04. Jack of Spades (Fuck & Chic)  05. Misanthropy Never Fails  06. Ill Itch (Sick Of Revolutions)  07. Wolves Of Shame  08. The Last Rome  09. Hell Bleeds with Oil  10. Humiliating and Insulting. Formação: Warren Crow (vocais),  J.G.K.(guitarra), William (bateria) ,Anthony Crimson (baixo) e Alexis Fiersen (guitarra).


9,0

Adalberto Belgamo


Cellar Darling – “This Is The Sound”

(2017 – Nacional)             
                                  
Nuclear Blast / Shinigami Records

Ana Murphy (vocal, hurdy gurdy, flauta, teclados), Ivo Henzi (guitarra, baixo) e Merlin Sutter (bateria) deixaram o já consagrado Eluveitie e logo criaram o Cellar Darling, uma banda mais abrangente, porém que carrega ainda leves influências do ex-grupo de seus integrantes.

O Cellar Darling é uma banda que aposta em diversas vertentes e traz uma pegada menos extrema e mais moderna às suas composições, além de adotar linhas progressivas. É importante ressaltar que o trio consegue manter o equilíbrio dentre todos esses elementos, além de possuir uma boa identidade.

A linha instrumental traz um trabalho de guitarras que une o peso na medida certa, com melodias bem encaixadas e natural, o que traz o lado Metal do disco. Enquanto isso, a cozinha comanda levadas brandas, às vezes até dançante, o que traz uma boa acentuação pop a sonoridade do grupo.

Outro fator que acentua a veia pop é a linha vocal de Ana, que possui um timbre naturalmente acessível e belo, diga-se de passagem. Mas é bom o leitor ficar atento, pois isso não é algo pejorativo e que condena o trabalho, pelo contrário, há peso no disco e a maior parte é Rock e Metal.

O uso do hurdy gurdy é relevante e enriquece muito os arranjos, sendo que junto com a flauta são as únicas características do Folk Metal, estilo em que os músicos estão bem acostumados. “This Is The Sound” é um disco um pouco longo, o que inicialmente cansa um pouco (são 14 faixas), lembrando que a versão nacional ainda traz três bônus tracks, sendo um cover do Tears For Fears e outro do Queen. No geral, um trabalho diferente e bem interessante.


8,5

Vitor Franceschini


Arte News: POP JAVALI: Hollow Man é o novo clipe da banda

POP JAVALI: Hollow Man é o novo clipe da banda

Produtora “GERAÇÃO Y” apresenta novo clipe da banda.

Acabou a espera e a “surpresa” foi revelada! “HOLLOW MAN”, uma das  faixas mais “pesadas” do album “RESILIENT”, foi a escolhida para o novo video clipe do trio POP JAVALI.

Produzido pela “GERAÇÃO Y PRODUÇÕES” - que já fora a responsável pelo Lyric Video da banda, liberado em abril deste ano – o novo vídeo apresenta uma visual moderno e, ao mesmo tempo, abstrato, fazendo alusão à letra da música (homem vazio).

O vídeo já pode ser conferido nas redes sociais e pelo link abaixo:


Com mais de 6 anos no mercado, a “GERAÇÃO Y”  tem como foco principal o planejamento de carreira e conteúdos com estratégias voltadas ao digital. Também  assinam produções audiovisuais e já contam com mais de 1 milhão de visualizações entre seus trabalhos divulgados.

O novo clipe da POP JAVALI contou com os trabalhos de Bianca Sollis e Priscilla Rocha (Captação) e   Cassiano Geraldo (edição). A Direção ficou  a cargo de  Priscilla Rocha.

Não perca tempo e confira agora mesmo o novo clipe da POP JAVALI !!!

Confira nas redes sociais da banda:

www.popjavali.com.br           


IMPERIOUS MALEVOLENCE: Assista agora a performance do grupo no Guaru Metal Fest

Enquanto o vindouro álbum, “Decades Of Death”, não chega o IMPERIOUS MALEVOLENCE vêm nos brindando com uma série de vídeos de suas performances ao vivo.

Agora a vez foi do Guaru Metal Fest, onde o power trio paranaense pôde apresentar um setlist repleto de clássicos vindo dos seus primeiros materiais, e também algumas músicas inéditas que estarão no seu próximo trabalho, assista:

https://www.youtube.com/playlist?list=PLscmg_X2pk_n5S7giyi0CPIIwWpFFDPa0

“Decades of Death” é o quinto full length do IMPERIOUS MALEVOLENCE, que vem em comemoração aos 22 anos de carreira do grupo, além de apresentar sua nova formação. Mais informações sobre seu lançamento oficial serão anunciadas em breve via SANGUE FRIO RECORDS. Distros interessadas em participar antecipadamente deste lançamento, escreva para 
sanguefriorecords@sanguefrioproducoes.com e solicite mais informações.

Contato para shows e assessoria: 
www.sanguefrioproducoes.com/contato
Sites relacionados:
https://www.facebook.com/ImperiousMalevolence/
http://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/ImperiousMalevolence/23  



PANDEMMY: Lançando em breve o segundo videoclipe oficial

Os pernambucanos do PANDEMMY iniciam os preparativos para apresentar seu primeiro trabalho com Rayanna Torres nos vocais. Trata-se do videoclipe para a música “Circus Of Tyrannies”, que foi regravada com a nova vocalista.

O trabalho trará uma mescla de imagens da apresentação no Hellcifest - evento em que a banda dividiu palco com Amon Amarth e Abbath - e cenas do documentário “Loose Change 9/11”, do diretor americano Dylan Avery, que elogiou a letra da música e autorizou o uso das imagens do filme no clipe, já o processo de edição ficará a cargo novamente de Jeovani Moraes (Demoniah).

http://sanguefrioproducoes.com/upload/imagens/mediaset/c6bb9b55a4d59717245ed25c2a31da34.jpg

“Circus Of Tyrannies” é a segunda faixa do atual trabalho do PANDEMMY, “Rise Of A New Strike”, e aborda os questionamentos não respondidos pelo governo americano sobre os atentados do 11/09/2001. Ouça no Spotify: 
https://open.spotify.com/track/3FvPVGGCGCRQFlrmS5jHiN

Contato para shows e assessoria: 
www.sanguefrioproducoes.com/contato
Sites relacionados:
https://www.facebook.com/pandemmyofficial/
http://pandemmy.blogspot.com.br/
http://www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Pandemmy/44


HUMAN: primeiro registro da carreira do grupo está disponível nas principais plataformas de Streaming do mundo
Uma das principais forças do Heavy Metal tradicional baiano, a banda Human, possui características diferenciadas, além de trabalhar com linhas harmônicas com andamentos progressivos e técnicos, retirou seu nome do álbum icônico da banda Death.

O grupo que possui dois registros na carreira, acaba de disponibilizar seu primeiro EP nas principais plataformas de Streaming do mundo, o material de “Leaving The Shadows” pode agora ser conferido pelos fãs e amantes do metal nacional no Spotify, Deezer, Napster, Google Play, Itunes, Xbox Music e vários outros softwares de liberação gratuita de música digital.

O EP “Leavind The Shadows” foi lançado originalmente em setembro de 2012 e estava disponível apenas no canal oficial da banda no YouTube e Soundcloud, buscando um maior alcance, o grupo vem criando um maior engajamento e distribuição. Foi informado que nos próximos dias, o disco “Sad Modern World”, também terá sua distribuição digital nas plataformas de Streaming de forma gratuita ao público.

Confira as plataformas disponíveis, escolha sua preferida e de o play:

Leaving the Shadows possui cinco faixas e é o disco que abriu as postar para a banda se destacar como uma das principais e de maior qualidade da região nordeste do país, através de seus conceitos inteligentes e letras inspiradas em grandes pensadores sociais, filmes clássicos e temas de introspecções.

Track List - Living the Shadows:
01 – Open The Doors
02 – Am I The Evil
03 – Seekin’ The Light
04 – Our Soul Needs The Metal Music
05 – Leaving The Shadows
Formação:
Pedro Neto – Vocal
Níass – Guitarra
Rafael Sampaio – Baixo
Clauzio Maia – Bateria
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DEVIATION anuncia nova formação e participação na Rede TV
Após passar um tempo em hiato, a banda carioca Deviation anuncia o seu retorno à ativa em 2018. Voltando também às suas origens, Dani Dread reassumi a guitarra e voz, trazendo a vocalista Noni Ribeiro que, na verdade, havia sido a primeira cantora enquanto o projeto ainda estava no papel em 2009.

A formação atual da Deviation é composta por: Dani Dread (voz, guitarra) Noni Ribeiro (voz), Gabriel Kirin(guitarra) e Leonnard Huss (baixo). O grupo ainda está à procura de seu baterista oficial. Mas, enquanto isso, conta com o baterista contratado Turco Ouriques (da banda Born 2 Bleed).

Em outras notícias, a Deviation foi indicada recentemente para participar do programa Documento Verdade, da Rede TV,  para uma entrevista em que Dani Dread e Noemia falam sobre a subcultura gótica em geral no Rio de Janeiro.

“Ainda espero que a cena gótica no geral (gothic metal, classic goth, darkwave, etc) cresça assim como aconteceu depois da reportagem de 2015, do Caderno Rio Show (o Globo). Portanto, convocamos todos os góticos, afins e pertinentes a qualquer subcultura a assistir ao programa que irá ao ar agora, nesta sexta-feira (20), às 23h15”, declara Dani Dread.

De acordo com a biografia da banda: “as temática das letras, escritas em inglês, retrata realidades urbanas do cotidiano, variando do amor à catarse, em fragmentos desse mundo ainda pseudo globalizado, buscando um ponto de vista transcendentalista cuidadosamente elaborado, em que a interpretação fica a critério e dimensão de quem as lê. As melodias são combinações de climas dark e denso, com o eletrônico pulsante e tudo com a simplicidade da qual o rock nasceu, o menos é mais. Não é pop, mas também não é agressivo. Há uma linha tênue que conecta estes dois lados e somos músicos que perseguimos essa união, e gostamos do que fazemos. Criamos o Frankenstein, no entanto, agora ele está criando sua música. E gostaríamos de saber qual a sensação que nossa música te traz”.


Acompanhe a banda Deviation no Facebook:



EUFOBIA lança novo videoclipe
A música Graveyard é o terceiro single do terceiro álbum da banda de Metal búlgara Eufobia. O álbum, chamado simplesmente “Eufobia”, foi lançado no outono de 2016 pela Wizard LTD. O vídeo foi criado pelo designer e diretor búlgaro Val Volegna. Foi o mesmo artista que também fez a obra de arte do álbum e os outros dois vídeos das músicas Liquid of Creation e Hater.

Confira o vídeo:

Mais informações:


TRAGUL: conheça a nova banda com membros do Diabulus in Musica, Rhapsody e Flotsam and Jetsam
O TRAGUL é um projeto internacional de Metal melódico criado por Adrian Benegas, tecladista e compositor da banda Pergana. Possui participação e contribuição de estrelas do Metal bem conhecidas como Zuberoa Aznarez (Vocais, Diabolus in Musica), Steve Conley (Guitarra, Flotsam and Jetsam), Oliver Holzwarth (Bass, ex-Tarja), Alex Holzwarth (Bateria, Rhapsody).

O TRAGUL tem o prazer de compartilhar uma nova música, Into The Heart of The Sun. O terceiro lançamento da banda vem com uma visão musical diferente comparando os dois primeiros lançamentos (“Bennu” e “The Message”). Oferece um lado mais progressivo da banda, misturado com a voz natural e operística de Zuberoa. Um ponto alto para mencionar: o intenso solo de Steve Conley no meio da música. Nesta nova música da TRAGUL, você encontrará uma música mais suave, dramática, mas ao mesmo tempo poderosa.

NO VÍDEO OFICIAL DO CORAÇÃO DO SOL:

LINKS:
INTO THE HEART OF THE SUN (Third Song): https://www.youtube.com /watch?v=S0dQDymjV84

SOCIAL MEDIA:


PERFECT BLUE SKY lança novo clipe
A banda multinacional, PERFECT BLUE SKY, lançou um novo videoclipe para 'Wasteland', o lado A do single “Astronaut”. O vídeo pode ser visto aqui:


A cantora Jane Kitto diz: "A terra deserta representa nosso próprio caminho em vez de tentar baralhar com sonhos insatisfeitos através do condicionamento da sociedade. Não fique preso na terra de ninguém imaginando onde tudo desapareceu".

Perfect Blue Sky UK Single lançamento de 'ASTRONAUT', com performances e entrevistas em vivo da BBC, rádio comercial e regional em novembro de 2017:
Nov 08 London BBC and Regional Radio
Nov 09 VIDEO SHOOT for 'Winds Ransom' & one other song at The Preservation Room, Hackney London
Nov 10  SHOWDATE Norfolk Blakeney Harbour Room - Support to John O'Leary & Sugarkane (UK)
Nov 11  BBC & Regional Radio Bristol / Wales
Nov 12  SHOWDATE Afternoon Acoustic Session, Woking followed by The Boom Boom Club - Sutton, Surrey Support to John O'Leary & Sugarkane (UK)
Nov 13  BBC & Regional Oxford / Cambridge Cotswolds, Midlands (Radio )
Nov 14  SHOWDATE The Acoustic Couch, Bracknell, Berkshire (Radio)
Nov 15  BBC & Regional Nottingham / Sheffield (Radio)
Nov 16  BBC & Regional Liverpool or Manchester (Radio)
Nov 17  SHOWDATE Leeds plus (Radio)
Nov 18  BBC Scotland & Newcastle (Radio)
Nov 19  SHOWDATE Stramesh - Cowgate, Edinburgh Scotland
Nov 20 Edinburgh (Radio Interviews / appearances )

Mais informações:


SATYRICON divulga novo vídeo
Com o lançamento recente do seu nono álbum de estúdio, "Deep Calleth Upon Deep", o SATYRICON provou que ainda lideram o caminho na música extrema. Hoje, eles revelam um novo vídeo para a faixa To Your Brethren In The Dark.
"Deep callth upon Deep" foi lançado no dia 22 de setembro via Napalm Records e tem sido elogiado por fãs e mídia, com a banda aparecendo em inúmeras capas de revistas em todo o mundo. O álbum está disponível em edição digital, CD digipak e vinil. Escolha o seu formato:


Para apoiar o lançamento de 'Deep callth upon Deep', SATYRICON embarcou em uma extensa turnê mundial. As restantes datas europeias e sul-americanas acumulam-se da seguinte forma:
19.10.17 DK – Aarhus / Train
20.10.17 SE – Gotherburg / Pustervik
21.10.17 SE – Stockholm / Klubben
31.10.17 MX – Guadalajara / C3 Stage
01.11.17 MX – Mexico City / Circo Volador
02.11.17 CR – San Jose / Pepper’s Club
07.11.17 CL – Santiago / Blondie
08.11.17 AR – Buenos Aires / Uniclub
10.11.17 BR – Belo Horizonte / Stonehenge
11.11.17 BR – Sao Paulo / Clash Club
12.11.17 BR – Rio De Janeiro / Teatro Oddiseia
22.11.17 NO – Molde / Gamle Kulturset
23.11.17 NO – Trondheim / Byscenen
24.11.17 NO – Oslo / Sentrum Scene
25.11.17 NO – Tromso / Driv
29.11.17 NO – Bergen / Hulen
30.11.17 NO – Stavanger / Folken
01.12.17 NO – Kristiansand / Kick
02.12.17 NO – Hamar / Gregers

Mais informações:


Obs.: As notas publicadas nesta seção são de responsabilidade das assessorias das bandas/artistas.

Aeon Prime: superando obstáculos e planejando o futuro



Por Vitor Franceschini

O Aeon Prime desfrutou de uma ótima recepção de seu debut “Future Into Dust”, lançado em 2015. Mas, como repercussão de disco não é tudo no underground, a banda sofreu com os problemas mais comuns, sendo o principal deles a troca de integrantes. Hoje, Michel de Lima (vocal), Yuri Simões e Felipe Mozini (guitarras) contam com Emerson Gomes (baixo) e Luccas Coutinho (bateria) no line-up, e tentarão fazer que o Aeon Prime mantenha essa característica de qualidade entre o Metal e o Hard Rock. Com a palavra, o guitarrista Yuri.  

Vamos lá, foram se dois anos do lançamento de “Future Into Dust” (2015). Como a banda vê o álbum hoje em dia?
Yuri  Simões: Foi um ótimo pontapé inicial na carreira, melhor até do que poderíamos esperar. Sempre há aquela sensação de que algo poderia ter sido melhor composto ou executado, mas, no geral, estamos bastante satisfeitos e orgulhosos do trabalho. Gostamos das composições em si. Nossa ideia sempre foi escrever algo que se destacasse pela qualidade, fugindo um pouco dos rótulos e mesclando influências variadas, mas ao mesmo tempo sem forçar a barra e deixando as coisas fluírem naturalmente, e eu acho que isso está bem impresso no álbum.

Vocês optaram recentemente por disponibilizar o debut nas plataformas digitais do mundo todo. Como foi a repercussão tanto do material físico e como ele está sendo apreciado também digitalmente? Alguns países em especial apreciaram mais o trabalho?
Yuri: Na verdade, foi o oposto. O primeiro meio a receber o nosso trabalho foi o digital, e a decisão de fazer uma prensagem física veio depois. Sendo bem honesto, eu não sei dizer se já conseguimos tantos "mercados" quanto poderíamos para um álbum de estreia, mas, considerando o que nos foi possível, a recepção tem sido ótima, assim como a qualidade das críticas, mais importante que a quantidade. Não notamos nenhuma região específica que tenha apreciado mais o álbum, embora tenhamos obtido certo "feedback" internacional e isso por si só já é excelente.

O disco figurou inclusive entre várias listas de melhores do ano quando foi lançado. Vocês esperavam por isso?
Yuri: Ficamos ao mesmo tempo surpresos e felizes, porque as listas, ainda que totalmente relativas, meio que validam o nosso esforço. E, por mais que mantenhamos sempre a humildade, nós sempre acreditamos no nosso potencial, e isso vem meio que como uma confirmação.

Aliás, por que depois de um tempo vocês decidiram disponibilizar o trabalho no formato digital?
Yuri: Foi o contrário, na verdade. As plataformas digitais foram a primeira escolha óbvia, talvez uma questão meio geracional. A validade de prensar fisicamente o álbum depois foi inclusive uma dúvida nossa.



Falando em plataformas digitais, elas nem representam mais o futuro da música, afinal, já são uma realidade. Inclusive se tornando um grande tema de debate dentro da música. Qual a opinião de vocês sobre elas e com vocês vêem o futuro disso? Ainda acham importante o material físico e, também, qual a opinião de vocês em relação aos CD’s, LP’s e afins?
Yuri: Não há na banda uma opinião fechada sobre isso e só posso dar minha opinião pessoal. Trata-se de um assunto polêmico que ainda não encontrou resposta definitiva. Por um lado, a Internet e posteriormente as plataformas digitais democratizaram um pouco o acesso do público a uma infinidade de artistas; por outro, justamente esse grande número de novos artistas acessíveis acaba diluindo o espaço e a atenção das pessoas, de modo que o resultado é que pouca gente nova faz muito sucesso. Estamos ainda num momento transitório, a meu ver, tudo ainda parece muito incerto e temporário nessa área, e eu não sei qual é a sustentabilidade desse "modelo de negócios", ainda mais levando em conta as mudanças nas formas de entretenimento das pessoas, numa época em que tudo passa a ser mais individualizado (em oposição a um show, que é uma atividade coletiva). Eu imagino que não é um bom momento para os artistas novos que tirem a renda do próprio trabalho autoral e essa situação tende a ser pior dentro do Heavy Metal, que é um nicho específico, e no Heavy Metal brasileiro, outro nicho mais específico ainda. Quanto aos formatos físicos, nós da banda, enquanto indivíduos, meio que pegamos uma fase de transição do físico para o digital, de modo que não desenvolvemos muito a cultura de colecionar muitos CDs; no entanto, eu vejo a importância do físico a cada novo fã que nos pede material ou a cada disco vendido junto ao merchandising nos shows. É um costume que se manteve firme entre os fãs mais ‘oldschool’ ao longo dos anos e parece que vem se renovando, inclusive na forma dos vinis. Acho difícil que volte a ser a principal mídia de consumo de música, mas acredito que está voltando a ter mais relevância e acho ótima essa pluralidade de meios.

Voltando ao Aeon Prime, vocês sofreram algumas mudanças na formação. Na ocasião entraram Emerson Gomes (baixo) e Luccas S. Coutinho (bateria). O que aconteceu e como chegaram até os novos integrantes? Aliás, como está o trabalho com os mesmos?
Yuri: Problemas de formação sempre foram até aqui o principal empecilho ao sucesso da banda. Causam inúmeras mudanças de planejamento, desânimo, suspensão das atividades, falta de shows, entre outras coisas. Do início da gravação do álbum até aqui, 5 pessoas passaram pelos postos de baixista e baterista, tirando os de agora. No último caso, tivemos divergências com o baterista e, não muito tempo depois, o baixista decidiu ingressar numa experiência no exterior, e foi assim que trocamos de baixista e baterista num curto espaço de tempo. O Emerson é um cara extremamente gente fina que nos ajudou muito num momento bem delicado. Já o Luccas havia tocado por um período curto com a gente anteriormente, de modo que convidá-lo para assumir de novo as baquetas foi uma decisão bem natural e muito bem-vinda. Eu acredito que estamos na nossa melhor fase e o espírito geral da banda nunca esteve melhor.

Com certeza a banda já está trabalhando em um novo material. O que vocês podem no adiantar a respeito? A sonoridade do disco manterá as características do debut?
Yuri: Na verdade, ainda não formalmente. Temos muitas ideias boas guardadas, e a nossa vibe nos ensaios tem sido um forte indicador de que o próximo trabalho será inspirado, mas ainda não iniciamos esse processo de composição, digamos assim. Por enquanto, estamos tentando tirar o atraso de shows que a incerteza na formação nos causou nos últimos meses. Mas uma coisa eu posso dizer: essa nossa característica de agregar diversas influências num som coeso estará presente e até em maiores níveis no próximo trabalho.

Compor e gravar o trabalho ficou mais árduo pelo fato do debut ter sido muito bem recebido?
Yuri: O segundo álbum de uma banda é sempre um desafio, seja porque ela tem que comprovar a qualidade demonstrada no primeiro, ou porque quer tomar um novo direcionamento. Como eu falei acima, a gente ainda iniciou esse processo, de modo que não fizemos o ‘balanço-geral’, por assim dizer, que é o que nos guiaria para um novo trabalho. No entanto, as próprias críticas positivas e negativas que recebemos em relação ao "Future Into Dust" meio que nos orientam para o que estamos fazendo certo. Trabalharemos para superar em muito essas expectativas, sem dúvida, e fico muito contente que se tenham criado expectativas, o que já significa que estamos no caminho.

Aliás, mudou alguma coisa na forma de compor por se tratar de uma nova cozinha, enfim, de uma nova formação?
Yuri: Ainda não começamos a compor formalmente, mas tenho certeza que mudará em algo. Emerson e Luccas são excelentes músicos e a contribuição deles para nossa arte será notória, tenho certeza.

Por fim, quais os planos da banda pra esse resto de 2017?
Yuri: O plano é continuar fazendo shows em promoção ao debut e divulgar o nosso som o máximo possível, inclusive dando uma repaginada nas redes sociais, com novo visual, novos conteúdos e tudo o mais. Um ótimo material que está para sair, aliás, é o primeiro clipe oficial da banda, produzido recentemente (lembrando que já contamos com um ‘lyric video’).


Paradise Lost – “Medusa”

(2017 – Nacional)              
                       
Nuclear Blast / Shinigami Records

Para muitos, “Medusa” pode representar um retorno às origens do Paradise Lost, para outros o álbum pode soar como uma continuação de “The Plague Within” (2015) e para alguns o disco representa a banda em si. Na verdade, “Medusa” representa a si mesmo, trazendo características tradicionais do Paradise Lost, assim como alguns novos elementos.

O décimo quinto disco do maior nome do Gothic / Doom Metal da história (sim, o Paradise Lost também é Gothic, guardadas as devidas proporções) é um disco intimista, com um clima sombrio até maior que seu antecessor e soa como o mais moderno da banda até então, e esse ‘moderno’ não soa pejorativo e é simplesmente algo atingido pela produção (de Jaime Gomez Arellano) e a timbragem dos instrumentos.

Com um trabalho de guitarras voltado para o mais tradicional, onde Gregor Mackintosh destaca a melodia e Aaron Aedy adiciona riffs com boa dose de peso, o instrumental ainda conta com o baixo correto do discreto Stephen Edmondson e ganha uma rejuvenescida com a bateria do novato Waltteri Väyrynen, um instrumentista versátil e com pegada sutil, mas considerável. Mackintosh também é o responsável pelos discretos, mas essenciais arranjos de teclados, que dá o ar ‘clássico’ às composições.

Nick Holmes é um show à parte e, doa a quem doer, é sim um dos melhores vocalistas extremos de todos os tempos. Impressiona como ele trabalha bem suas linhas limpas e os guturais (únicos e um dos melhores da história) que voltam com ênfase no disco e ainda mais versáteis.

“Medusa” não é um disco que causa impacto, até porque isto foi causado por seu antecessor, mas com certeza é um trabalho de qualidade acima da média e só não agradará aos muito exigentes. Vale mencionar a capa do disco, simples e detalhada ao mesmo tempo, vintage e atual ao mesmo tempo, mas acima de tudo trazendo novas cores à discografia da banda. A versão nacional vem com dois bônus. Simplesmente Paradise Lost.


8,5

Vitor Franceschini


Shinigami Records