Arte Extrema A18E3

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Carniça – “Carniça”

(2017 – Nacional)
                      
Independente

Apesar de auto-intitulado, “Carniça” é o quarto álbum desta tradicional banda do Metal extremo gaúcho. O atual power-trio está junto desde 1991, lembrando que a banda teve um hiato de quatro anos e retornou em 2008, estando com Mauriano Lustosa (vocal / baixo), Parahim Neto (guitarra) e  Marlo Lustosa (bateria).

Com um trabalho potente que fica entre o ‘old school’ e o atemporal, a banda conta com um instrumental agressivo focado nas bases do Thrash Metal. Ouça os riffs de Terrorzone que abre o disco (após uma intro) de forma dinâmica e apropriada e confirme isso.

Revolução Farroupilha, que é variada e conta com uma variação rítmica variada é outro destaque, incluindo suas incursões acústicas que enriqueceram demais a composição. Ela é cantada em português, assim como a outra faixa que leva o nome da banda e possui uma brutalidade intensa.

Falando em brutalidade, o Carniça soa com um pé no Death Metal, não só devido ao peso, mas à velocidade que impõe em alguns momentos. Destaque também para a The Putrid Kingdom, mais uma que apresenta uma variação rítmica interessante. É bom mencionar que a banda gravou um cover para Midnight Queen do Sarcófago que ficou bem interessante. Ousada, a versão ficou com a cara da banda, mas sem perder sua característica.

A produção da própria banda e de Augusto Haack também colabora para o saldo positivo do disco, soando bem natural e atual, além de acima da média. “Carniça” é um disco que cresce no conceito a cada audição, porém pede atenção, apesar de ser objetivo e agressivo.


8,5

Vitor Franceschini


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